Trabalhar com carros da Costa da Caparica é diferente de trabalhar com carros do resto de Almada. Aqui os três agressores chegam ao mesmo tempo, e cada um estraga a pintura à sua maneira.
A areia é abrasiva, e a maior parte dos riscos nasce dela
Toda a gente sabe que o sal corrói. Poucos sabem que o estrago maior costuma ser da areia. Grãos finíssimos assentam na pintura, ficam lá, e à primeira passagem de esponja ou de pano são arrastados por cima do verniz. É como lixar o carro em movimentos circulares. Aqueles riscos em teia que aparecem ao sol, os swirls, começam quase sempre assim.
É por isso que num carro desta zona nunca passamos nada pela pintura sem uma pré-lavagem em espuma que arraste primeiro tudo o que está solto. A ordem não é um pormenor, é a diferença entre lavar e riscar.
O sal entra onde não se vê
O ar salgado deposita-se em todo o lado e o problema não é a superfície pintada, é onde a pintura já está aberta. Uma pedrada no capô, um risco na aresta de uma porta, uma zona de soldadura na tampa da mala. Aí o sal encontra metal e começa o trabalho dele. Um carro com proteção cerâmica aguenta muito melhor, porque a barreira impede que o sal fique agarrado dias a fio.
A parte de baixo do carro conta a mesma história e quase nunca é lavada. Passagens de roda, soleiras e o rebordo por baixo das portas apanham salpicos salgados o ano inteiro.
O interior de quem vai à praia
Areia nos tapetes, areia nas calhas dos bancos, e sal seco em tudo o que apanhou toalha molhada. A areia não sai com um aspirador de posto, porque se enterra na base do tecido. É preciso agitar o pelo do tapete e aspirar a fundo, várias passagens. Quem tem carro de praia com fatos molhados e pranchas conhece também o cheiro que fica ao fim de umas semanas, e esse não sai com ambientador, sai limpando a origem.
O verão muda tudo
Entre junho e setembro os carros ficam horas ao sol junto à praia, com temperatura de chapa que faz secar qualquer produto antes de ele atuar. Nesses meses trabalhamos de manhã cedo ou ao fim da tarde. Se o carro estiver à sombra ou em garagem, melhor ainda, e o resultado nota-se.
Marcar
Ligue 919 060 257 ou peça orçamento no formulário. Diga se o carro fica junto à praia ou abrigado, porque isso muda o que vale a pena fazer-lhe.
O que pode fazer entre lavagens
Se vem da praia com o carro cheio de areia, o pior que pode fazer é passar-lhe um pano por cima. Sacuda os tapetes fora do carro, e na carroçaria passe água abundante antes de tocar em seja o que for. Só isso já evita a maior parte dos riscos que vemos aqui.
Se o carro apanhou água salgada a sério, uma passagem de água doce por baixo, nas passagens de roda e nas soleiras, faz mais pela longevidade do carro do que muita coisa que se vê. Para a areia que já está dentro dos tapetes, aí é caso para limpeza de estofos.
Perguntas frequentes
O meu carro está cheio de riscos finos. Foi da areia?
Muito provavelmente foi de lavar com areia ainda em cima da pintura. Corrige-se com polimento, e a partir daí evita-se com pré-lavagem em espuma antes de qualquer contacto.
Vale a pena cerâmica num carro que vive junto ao mar?
É precisamente onde vale mais. O sal deixa de ficar agarrado ao verniz e passa a sair na lavagem, e a pintura fica com uma camada a levar o desgaste em vez dela.
Conseguem tirar a areia toda do interior?
Da parte acessível, sim, com aspiração a fundo e várias passagens. Areia que já desceu para dentro da estrutura dos bancos é outra história e nem sempre sai toda, mas o resultado é sempre muito diferente do inicial.
Peça um orçamento grátis
Preencha o formulário ou ligue-nos. Respondemos depressa e sem compromisso.