Quando explicamos a um cliente que a cerâmica que veio pedir implica descontaminar e provavelmente polir primeiro, há por vezes um momento de desconfiança: estão a empurrar-me serviços? É uma desconfiança saudável, e a melhor resposta é explicar a lógica. Depois de a ver, a ordem torna-se óbvia.
A lógica em uma frase
Cada etapa prepara a superfície para a seguinte: limpa-se o que está por cima do verniz, corrige-se o que está no verniz, e só depois se sela o resultado.
Etapa 1: descontaminação, porque não se trabalha sobre sujidade
Depois de lavado, o verniz continua com partículas ferrosas, alcatrão e salitre incrustados (faça o teste da mão). A descontaminação remove tudo isso. Saltar esta etapa tem consequências concretas:
- Polir sobre contaminação é arrastar grão abrasivo com a máquina: riscos novos no processo de remover os antigos
- Aplicar coating sobre contaminação compromete a aderência e sela partículas que continuarão a oxidar, agora debaixo da proteção
Etapa 2: polimento, porque a proteção não corrige nada
Com o verniz limpo vê-se o estado real da pintura, e é agora que se decide o nível de correção. Esta é a única etapa genuinamente opcional: uma pintura em bom estado pode passar direto à proteção. Mas se há swirls e baço, é agora ou nunca: qualquer coating aplicado por cima fixa o estado atual da pintura durante anos. Cerâmica sobre riscos é um contrato de longa duração com os riscos.
Etapa 3: proteção, porque a correção não se defende sozinha
O verniz acabado de corrigir está no melhor estado que alguma vez terá, e completamente exposto. Sol, maresia, lavagens: tudo recomeça a trabalhar contra ele no dia seguinte. A proteção cerâmica congela o resultado da correção: o desgaste passa a acontecer na camada sacrificial, não no verniz. Corrigir sem proteger é comprar um resultado com prazo de validade curto.
Os atalhos e o que custam
- "Só a cerâmica, o carro está limpo": coating com má aderência sobre defeitos selados. O erro mais caro, porque desfazê-lo implica remover o coating.
- "Só o polimento, não quero gastar em proteção": legítimo, mas conte que o resultado se degrada com o tempo sem defesa. Um selante simples já ajuda.
- "Polir sem descontaminar, para poupar tempo": um profissional não o faz. Se lhe propuserem, é sinal de alerta sobre o resto do trabalho.
O processo completo, aplicado ao seu carro
Descrevemos as três etapas em detalhe, com os três cenários típicos (carro novo, uso diário, carro castigado), no nosso guia do tratamento de pintura. E para saber o que o seu carro precisa em concreto, a avaliação é gratuita: formulário ou 919 060 257.
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