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Bancos de pele rasgados ou gretados: tem arranjo?

A pele avisa antes de rasgar. Fica baça, depois áspera, depois com linhas finas. Quem apanha essa fase poupa umas boas centenas de euros.

A resposta curta é quase sempre sim, mas depende de em que fase está. E há uma fase, a do meio, em que o custo de resolver ainda é pequeno e quase toda a gente a deixa passar por não perceber o que está a ver.

As quatro fases

Baça. A pele perde o brilho e passa a refletir a luz de forma irregular. Não é sujidade, é perda dos óleos que a mantêm flexível. Nesta fase resolve-se com limpeza e hidratação e fica praticamente como nova.

Áspera ao toque. Continuação da anterior. A superfície começa a ganhar textura onde antes era lisa. Ainda se resolve sem intervenção estrutural, e é aqui que vale a pena agir.

Com gretas finas. Aparecem linhas superficiais, normalmente a acompanhar as dobras. A pele ainda está inteira, mas a camada de acabamento já não. Recupera-se, embora dê mais trabalho.

Rasgada. A greta abriu e vê-se o material por baixo. A partir daqui é reparação ou substituição do painel, e o custo muda de escala.

Onde cede primeiro, e porquê

É sempre nos mesmos sítios, e há lógica nisso.

A lateral do banco do condutor é a primeira a ir, porque leva o atrito de cada entrada e saída do carro. Se faz muitos percursos curtos, entra e sai mais vezes do que quem faz autoestrada, e o banco sabe disso.

A seguir vem a zona de assento, que suporta o peso e sofre com o vinco constante. Depois o apoio de braço e o volante, se for forrado a pele.

Os bancos de trás costumam estar impecáveis dez anos depois, o que dá uma ideia clara de que o problema é uso e não idade.

O sol é o acelerador

Num carro estacionado na rua, o interior chega a temperaturas muito acima da exterior no verão, e a radiação ultravioleta entra pelos vidros e cai diretamente sobre os bancos da frente.

Quem estaciona à sombra ou usa um resguardo no para-brisas atrasa isto de forma significativa, e não é sugestão de manual, é diferença que se vê ao fim de alguns anos comparando dois carros do mesmo ano.

O que faz uma diferença real

Hidratar duas vezes por ano com produto próprio para pele automóvel, que não é o mesmo que se usa em sofás. Limpar o pó com regularidade, porque partículas abrasivas entre a roupa e a pele funcionam como lixa muito fina em cada movimento. E evitar produtos com silicone que dão brilho imediato, porque selam a superfície e impedem a pele de absorver o que precisa.

Quando já é caso de estofador

Quando a pele rasgou, quando fende ao ser pressionada com o dedo, ou quando há várias zonas no mesmo estado. Aí a decisão passa a ser entre reparar o painel danificado ou substituí-lo, e depende do tamanho, do sítio e de quanto se nota.

Vale a pena saber uma coisa: raramente é preciso refazer o banco inteiro, quanto mais o carro todo. Na maioria dos casos trabalha-se apenas o painel afetado.

Fazemos estofagem e reparação de estofos em Almada, e se o problema for só sujidade ou manchas, então o que precisa é da limpeza de estofos. Mande foto para o 919 060 257 e dizemos-lhe qual dos dois é.

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